SINTE/SC reabre canal de negociação com o Governo

A coordenação estadual do SINTE/SC esteve reunida na tarde desta 3ª feira, 19, com o secretário Marco Tebaldi a fim de comunicar a suspensão da greve do magistério, apresentar o calendário de reposição de aulas ? discutido pelo Comando de Greve ? e reabrir negociação em torno da pauta do magistério. Estiveram presentes à reunião a coordenadora estadual do SINTE/SC, Alvete Bedin, a secretária geral do SINTE/SC, Anna Júlia Rodrigues, e os diretores do SINTE/SC Aldoir Kraemer, Luiz Carlos Vieira e Sandro Cifuentes, e as diretoras da SED Elizete Mello de Gestão de Pessoas e Gilda Mara Penha Marcondes,de Educação Básica.

O SINTE/SC informou ao secretário a suspensão da greve encaminhada pela assembleia estadual da categoria realizada no último 18 de julho, com a presença de cerca de quatro mil trabalhadores em Educação, no Centro de Eventos Centro Sul, em Florianópolis. Informou também que a assembleia deliberou por manter estado de greve nos próximos 120 dias, período este que acompanhará as medidas que serão efetivamente tomadas pelo Governo a fim de assegurar e evoluir nas negociações com a direção do Sindicato, visando o Piso na carreira, a reconstrução da tabela salarial ? derrubada pelo PLC 0026/2011 ?, e o compromisso de garantir a pauta social do magistério.

O secretário afirmou que estão mantidas as cláusulas sociais ? remessa de projeto de lei à ALESC para anistia das faltas de paralisações posteriores a 2007; revisão da lei 456/2009 (Lei dos ACTs); revisão do decreto 3.593/2010 (Progressão Funcional); abono das faltas da greve atual mediante a apresentação do calendário de reposição, respeitando a autonomia das unidades escolares; realização de concurso de ingresso para a carreira do magistério em até 12 meses; o compromisso de aplicar o reajuste anual do valor Piso Salarial; e estudo de viabilidade para o aumento do vale-alimentação. Ele assumiu o compromisso de encaminhar ao SINTE/SC, por escrito, estas garantias.

Sobre a formação de uma comissão paritária ? representantes da SED, da Administração, da Fazenda e da Procuradoria Geral do Estado ? e diretores do SINTE/SC com o objetivo de avançar na pauta de reivindicação do magistério ? principalmente a recomposição do Plano de Cargos e Salários e descompactação da tabela salarial com ênfase na aplicação do piso na carreira, o secretário Tebaldi disse que, por ele, esta válida a promessa feita anteriormente pelo Governador Colombo e mantidas as reuniões entre a equipe gestora do Governo e a direção do Sindicato. Mas ponderou que precisava conversar com o Governador antes de oficializar a Comissão, para então agendar a primeira reunião de estudo com os trabalhadores de Educação.

Quanto à reposição das aulas e a devolução dos descontos feitos na folha de junho, decorrentes dos 23 dias parados, Tebaldi informou que a SED precisará de três dias para rodar a folha suplementar com o pagamento dos descontos. O SINTE/SC adiantou que não admitirá qualquer punição contra os trabalhadores grevistas e que deve ser cumprido o prazo estabelecido no PLC aprovado pela ALESC para a devolução dos valores descontados.

O SINTE/SC afirmou seu compromisso com os alunos e população catarinenses de garantir a recuperação das aulas, prezando a qualidade do conteúdo, as horas e dias letivos ? conforme deliberado e aprovado na assembleia estadual da última 2ª feira. O Sindicato reivindicou autonomia das unidades escolares para elaborarem calendários de recuperação das aulas, de acordo com a realidade e peculiaridade de cada escola. Ficou acertado que todos os profissionais do magistério realizarão a reposição nos mesmos períodos, sendo que os ATPs, AEs, Especialistas e professores readaptados e em atribuição de exercício não irão realizar a reposição no contraturno ou em dias e horários sem atividades com alunos na escola, com exceção dos dias de conselho de classe, reunião pedagógica ou outras atividades extraclasse. Nos casos de licenças ou atestados médicos os trabalhadores deverão negociar com a direção da escola a reposição deste período após o termino das licenças. Os casos isolados e exceções ao critério geral estabelecido serão analisados individualmente e a SED reafirmou que o ano letivo de 2011 encerrará em 30 de dezembro.

 Sobre os trabalhadores das APAEs, mesmo não tendo nenhum desconto na folha de junho estes deverão realizar a reposição dos dias parados seguindo os critérios gerais estabelecidos pela SED, sob pena de descontos futuros. Como suas atividades possuem algumas especificidades que deverão ser tratadas diretamente com a FCEE, a Coordenação Estadual do SINTE/SC solicitará uma audiência com a presidência da referida entidade para negociar o calendário de reposição levando em conta as particularidades das atividades desenvolvidas nas APAEs e FCEE e orientamos que, por enquanto, estes profissionais utilizem o recesso de julho para iniciar a reposição.

 Foi reiterada a preocupação do sindicato e dos trabalhadores em educação com a comunidade escolar e a qualidade da educação, e como sempre afirmamos durante a greve será feito um grande esforço para garantir a totalidade da reposição das aulas, evidenciado no fato de que 25.302 professores que participaram da greve já firmaram o compromisso de reporem as aulas. Faltam apenas cerca de 1% dos grevistas firmarem este compromisso, fato este ocasionado por diversos problemas e desencontros que estão sendo resolvidos caso a caso.

 

Florianópolis, 20 de julho 2011

7 comentários em “SINTE/SC reabre canal de negociação com o Governo

  1. …AUDITORIA FEDERAL JÁ!!!<<<<<<<CADÊ A VERBA polpuda DO FUNDEB???……………………………………………………………………………………….#

    Rosângela………….."RÔ, RÔ, RÔ!!!"

    Olá,

    Como se sentem certas pessoas traidoras do movimento ao saberem que os educadores do estado de Santa Catarina foram usados como bodes espiatórios para os governadores dos demais estados brasileiros na luta pela aplicação do FUNDEB na educação? E os educadores que ficaram nas salas de aula e aqueles que voltaram antes da última Assembleia Estadual? Todos têm problemas pessoais e motivos, mas pior mesmo é se alguém e alguns se venderam.

    O governo estava emperrado com a nossa greve e investiu o quanto pôde, inclusive colocando 37 policiais, policiais à paisana e o BOPE na AL durante a votação contra a qualidade na educação, para que ela terminasse e pudesse anunciar os seus interesseiros investimentos no estado e sabe lá no que mais, porque o dinheiro do FUNDEB existe. O fundo da educação sempre existiu, assim como todas as verbas que diz estar nas referidas repartições públicas. Sempre foi usado para as campanhas eleitoreiras e supérfluos, não há dúvidas. No ano que vem haverá campanhas para eleger prefeitos — e disso sabem muito bem os nossos deputados estaduais que votaram contra nós e que têm os seus interesses como prioridade — e nenhuma preocupação com as crianças e os jovens que estão nas escolas estaduais. Então desviar o FUNDEB é o objetivo deles como nossos representantes eleitos por nós.

    Professores acamparam durante o frio mais intenso das últimas décadas, professor segurou placa durante toda as mobilizações pedindo “FUNDEB AUDITORIA JÁ!”, professor desempregado não aceitou ser substituto de professor que estava no movimento, aluno participou do movimento do primeiro ao último dia e tantos trabalhadores da educação na luta brigando pelos direitos.

    Todos precisam inteirar-se a tudo isso daqui pra frente e se informar para não se deixar levar por aqueles que consideram líderes. Agora precisamos mesmo de um bom endereço eletrônico para nossos alunos e seus pais, para pedirem conosco a aplicação do FUNDEB na educação imediatamente. Conscientizá-los por comunicado escrito no quadro, para cópia pelos alunos e conferência de assinatura dos pais por nós, para nos certificarmos de que realmente leram. Nesse comunicado deverá ter informação sobre o FUNDEB – dinheiro da educação para os estudantes que chega na forma de cursos de aperfeiçoamento para o professor, na melhoria do salário do professor, na garantia de um espaço escolar seguro, confortável, bem equipado e belo, garantindo a qualidade da educação.

    Sou a professora que reivindicou o uso do microfone para falar e agora expresso por escrito o meu desabafo e aproveito para fazer esta campanha pela APLICAÇÃO DO FUNDEB NA EDUCAÇÃO IMEDIATAMENTE.
    …O MOVIMENTO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO CATARINENSE CONTINUAAA FIRME, FORTE E COESO!!!<<<<<<<É ESTADO DE GREVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!…abraço fraterno

  2. …AAAUDITORIA FEDERAL JÁ!!!<<<<>>>>O MOVIMENTO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO CATARINENSE CONTINUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!
    …ESTUDANTE Defende Profissão de Professor(A)

    29 de julho de 2011…………..”ESTUDANTES, MESTRES(AS) DA PRÓXIMA GERAÇÃO!!!”

    …Depoimento da ESTUDANTE Thayná Monteiro, da EEB. Profª Maria Garcia Pessi, de Araranguá:

    Estou decepcionada, não, não com a greve, pois acho que lutaram por uma causa mais que justa, lutaram por uma lei, a lei da educação. Estou decepcionada por muitos de vocês estarem desvalorizando a sua própria profissão. Nessa volta as aulas todos os professores falaram sobre a greve, vários desprezavam sua própria profissão, o professor. Tá, tudo bem, mas ai eu pergunto, qual será a próxima geração de educadores? Quem irá dar aulas aos nossos filhos? O Brasil está andando pra trás, daqui a 20 ou 30 anos, quem sabe, as aulas serão em casa, como antigamente. É o mundo, ou melhor, o Brasil e mais especificamente Santa Catarina esta regredindo a evolução.

    Não é irônico? O Brasil está em 85º lugar na educação, e ninguém está se lixando pra isso. Já no futebol o Brasil ficou em 8º melhor do mundo e todos ficaram tristemente revoltados.

    Professor… Existe alguma profissão melhor? Todos passam por professores: jogadores de futebol, advogados, médicos, dentista e até mesmo juiz, TODOS passam pelo professor. Professores no início de suas jornadas ganharam um dom, o dom de ensinar e ao longo da jornada o aperfeiçoam ainda mais. Eu tenho muito orgulho, de todos meus professores, e tenho gratidão eterna por todos os meus mestres, desde os professores do pré-escolar até os de hoje. E o que fez eu me orgulhar ainda mais, foi depois da luta, dessa batalha (não vou dizer batalha perdida, pois nada está perdido, os bons sempre vencem, e nós sabemos quem são os bons nessa história, também não vou chamar de batalha não conclusa, por que cada passo que deram, cada lágrima que derramaram não foi em vão, creio que isso os fortaleceu e fortalece cada vez mais), vocês entrarem na sala sorrindo, de cabeça erguida, isso foi o melhor presente que um aluno pode ganhar, pois vemos a esperança em seus olhos.

    Então professores nunca digam ao seus alunos que não vale a pena ser professor, que não vale apena se aperfeiçoar nessa área, porque ser professor é ser tudo, é ser muito mais. Muitos alunos, principalmente de 2º e 3º ano, então em cima do muro, eles não tem certeza do que fazer, e falando isso vocês vão fazer eles cair para o lado errado do muro, pois seus sonhos vão ser acabados e suas esperanças abaladas.

    Quero que saibam que sempre vou estar do lado de vocês professores, pois vocês me ensinaram a ler, a escrever, a ter minhas próprias ideias, vocês me educaram, e nunca desistiram de mim, toleraram minhas conversas e minhas brincadeiras, foram rígidos quando preciso. Vocês não me ensinaram apenas as matérias de matemática, português, história, geografia ou essas outras pelas quais estão no boletim, mas vocês me ensinaram uma matéria que nunca vou esquecer vocês me ensinaram a matéria VIDA…”BIO”

    Obrigada Professores(AS). Peço algo a vocês, peço que nunca desistam dos seus objetivos, nunca desistam do ensino, nunca desistam do Brasil, pois é só acreditando e fazendo acontecer que tudo se torna real. …É ESTADO DE GREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEVEE!!!…….GALERA, NA RESISTÊNCIA!!!!!!!…abraço fraterno…”FUNDEB NELES!!!”Auditoria Federal JÁ!!!

  3. …AUDITORIA FEDERAL JÁ!!!<<<<<<<CADÊ A VERBA polpuda DO FUNDEB???……………………………………………………………..BOA LEITURA GALERA!!!………………………………………………………………………………sábado, 30 de julho de 2011
    Três anos de sindicato

    Por Elaine Tavares – jornalista e suplente do Conselho Fiscal do SJSC

    Eis que se aproximam novas eleições para o Sindicato dos Jornalistas. É tempo, então, de prestar algumas contas políticas já que ao longo destes três anos fiz parte da chapa que dirige a entidade. No geral, as conversas que se ouvem entre os colegas é a mesma de sempre: o sindicato não faz nada. E, também, no geral, aqueles que costumam dizer isso são os que menos informações têm sobre o trabalho do sindicato, os que menos entram na página institucional, os que sequer são filiados. Mas, isso não é coisa que acontece só no mundo dos jornalistas. É assim em todas as categorias. Não faço então qualquer juízo de valor acerca destas criaturas, porque me parece típico da maioria dos seres humanos preocupar-se unicamente com seu micro-entorno. Já diz Rubem Alves, a gente só “conhece” algo quando o corpo dói. Então, a maioria só acaba conhecendo o sindicato quando seu problema singular exige a presença deste secular instrumento de luta dos trabalhadores. Raros são aqueles que se movem por interesses coletivos, que oferecem seus dias para a construção da mudança social, mudança radical para todos. Então, este mantra do “sindicato não faz nada” não constitui novidade e é papel da direção procurar desfazer esta inverdade. Nunca é fácil.

    Também é comum que as pessoas envolvidas nas lutas coletivas, que se entregam até a medula, sintam-se entristecidas com a falta de conhecimento sobre seus esforços. Isso também é bobagem. Quem se doa à luta, o faz porque quer, e não deveria, de maneira alguma, esperar ser carregada nos braços do povo ou encontrar reconhecimento. Caminhar na estrada da vida sindical é escolha política e deveria ser encarada assim, sem maiores sofrimentos, até porque, ao longo da estrada há muitos e saborosos morangos.

    A luta sindical nestes tempos sombrios do início do século XXI é uma luta de poucos, o que não significa que seja solitária. Pelo contrário. Um sindicato que estabelece relação visceral com o problema das gentes está sempre na companhia de alguém que lhe precisa. E, nos marcos do mundo capitalista, dependente e com superexploração do trabalho – como bem já analisou Ruy Mauro Marini sobre a situação dos países periféricos – o sindicato ainda é um dos instrumentos mais necessários, justamente para aquela dor da qual falei lá em cima: a dor singular do ser no seu mundo particular. Só quem vive essa dor e encontra abrigo no sindicato sabe: ele é necessário!

    Ao longo destes três anos acompanhando a práxis da direção do SJSC – sou suplente do Conselho Fiscal, mas com participação efetiva na vida orgânica da entidade – tenho visto coisas incríveis. Qualquer jornalista, em qualquer cantinho deste estado, se está sofrendo no trabalho e pede atenção do sindicato, a tem. Rubens Lunge, presidente, e único liberado, não mede esforço. Pega sua mochila e sobe no primeiro ônibus, visitando cada lugar que exija a presença do sindicato. Ainda que seja uma única alma, no interior de Descanso, numa vereda de São Miguel do Oeste, numa trilha do Sul ou num pequeno município do Norte, lá está o Rubens. Disposto, ele conversa, negocia, denuncia, exige, avisa, ouve, acolhe, aconselha, encaminha. E, na medida do possível, outros diretores (as) fazem o mesmo, deslocando-se, desdobrando-se, pensando, elaborando, cuidando dos interesses de toda a categoria. Esse é um trabalho duro e pouco visível. Porque estas “pequenas” dores, escondidas nos lugares mais distantes não são alardeadas em jornal. São as que pedem a prática cotidiana da defesa dos direitos, contra o assédio moral, contra a superexploração. E, também, no geral, as pessoas estão acostumadas a grandes obras, grandes mobilizações, coisas que dão visibilidade, por isso, talvez, não consigam ver valor nestas singelas ações.

    Não obstante, o SJSC também fez debates, buscou refletir a vida laboral do jornalista, visitou lugares de trabalho, promoveu arte, envolveu-se em polêmicas como a da sindicalização dos não diplomados beneficiados com a decisão do STF. Não fugiu da luta, não se escondeu, não se omitiu, enfrentou as intrigas e a má-fé. Realizou manifestações na luta pelo diploma e peregrinou pelos gabinetes para garantir que os jornalistas contratados pelo serviço público estadual sejam todos diplomados.

    Atacado pelos colegas diplomados, permaneceu firme na defesa da luta de classe, seguindo o postulado guevariano: “enquanto houver um injustiçado, somos companheiros”. Na luta contra a exploração dos trabalhadores, o sindicato se colocou do lado de quem está oprimido, diplomado ou não. Atacado pelos não-diplomados, perseverou na defesa da formação específica em Jornalismo porque entende que isso melhora o jornalista e o jornalismo, e se colocou junto a eles na briga por mais universidades públicas, onde cada um possa estudar livremente e sem custos. Nenhuma contradição, apenas a certeza de que o papel do sindicato é defender os trabalhadores colocados na condição de jornalistas, por diploma ou por força do STF. Todos são iguais diante do explorador.

    Não vou dizer que foram três anos de bem-aventuranças. Nunca é fácil atuar em coletivo, quando diferentes são os pensares e as colorações políticas. É sempre uma queda de braço defender propostas, visões de mundo, concepções sindicais. Toda a reunião oferece tensões, propicia brigas, discussões, violentos debates. Caras torcidas, lágrimas, mágoas. Mas, nada que não se resolva quando todos reconhecem que menos do que nossas pequenas vaidades, o mais importante é a luta coletiva, o interesse da categoria. Posso dizer que nós conseguimos lograr essa façanha.

    Entre militantes petistas, pecebistas e independentes, atravessamos os mares revoltos das divergências porque soubemos colocar a categoria em primeiro plano. Foi uma experiência riquíssima. Lembro que antes de aceitar fazer parte desta chapa, tivemos muitas conversas com colegas que nos advertiam contra este ou aquele companheiro. E ouvimos, pacientes e atentos, decidindo então arriscar em nome de uma proposta de trabalho generosa e participativa. Não foi coisa fácil. Vez ou outra vislumbrávamos aqueles defeitos apontados e franzíamos o cenho, arrependidas, mas, logo em seguida, escancaravam-se surpreendentes atitudes humanas, de profunda ternura e delicadeza, que aquele defeito vislumbrado se revestia de total desimportância. Atitudes mesquinhas, autoritárias, controladoras, quem não as tem? Mas, entre nós, sempre prevaleceu o diálogo aberto, fraterno e as decisões coletivas. Erros cometidos eram admitidos e, entre risadas, nos refazíamos das polêmicas, seguindo em frente na direção do ainda-não. Porque para além das nossas diferenças o que nos baliza é a categoria.

    Alguém pode até questionar: mas por que essa guria está escrevendo isso? Quer ganhar voto? Apelar para o sentimentalismo? Podem ser todas estas coisas. Eu sou assim. Gosto de me expor. Prefiro que me apontem o dedo pelas coisas cristalinas que apresento – ainda que muitas vezes me equivoque – do que pela omissão. Ao chegar ao final de um mandato de três anos quero dividir com os colegas jornalistas essa experiência de trabalho e vida, assim, nos meus termos, relatando a incrível aventura humana que pude partilhar com cada um dos colegas que tocaram cotidianamente essa direção. O Hilton, a Miriam, o Sassi, o Chico, o Sarará, o Prates, o Iran, o Josemar, o Formiga, a Fabíola, o Rubens. Grandes companheiros, verdadeiramente dedicados à categoria dos jornalistas.

    Ao prestar contas a todos aqueles que há três anos votaram nesta chapa da qual fiz parte, quero também agradecer a cada um destes queridos companheiros que me acompanharam nos atos, nas negociações, nas chatérrimas feituras de atas, nas caminhadas sob a chuva, nos congressos, enfim… nesta feliz jornada.

    Para mim que, nos tristes dias de 2001, 2002 e 2003, quando sofri – junto da companheira Raquel Moysés – censura e assédio moral, e busquei neste sindicato o abrigo para nossa dor, sem encontrá-lo, posso considerar que cumpri – na partilha amorosa com os demais companheiros desta chapa – a missão a que me propus quando aceitei participar desta chapa: fazer a luta e amparar o trabalhador na sua dor. Nestes tempos sombrios, repito, de superexploração e esgotamento do humano, isso não é pouca coisa.

    Agora, na eleição que se avizinha, quero de novo, estar com eles. A Chapa 1. Os companheiros e companheiras que, sei, por experiência real, tudo farão para acolher os colegas e para realizar o bom combate. Essa é uma gente que está na luta cotidiana, presente. E com esses parceiros, eu vou!
    …É ESTADO DE GREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEVEEE!!!…GALERA, abraço fraterno

  4. …AUDITORIA FEDERAL JÁ!!!<<<<<<<CADÊ A VERBA polpuda DO FUNDEB???……………………….Boa Leitura Galera………………..sexta-feira, 5 de agosto de 2011…"Elaine Tavares, Menina da Fronteira Sul!"
    A limpeza de Dilma e o que se esconde sob o tapete

    A mídia comercial geralmente não tem partido. É neutra, dizem seus donos. Isso é uma meia verdade. Na química, neutro é aquilo que não é ácido nem base e na física diz-se dos corpos que não apresentam eletricidade. Na política, neutro é quem não toma partido entre as forças beligerantes. Então, nesse contexto, a mídia se arroga o direito de dizer que não toma partido, apenas mostrando o que acontece. Bom, pode-se dizer que os veículos de comunicação brasileiros não são ácidos nem são base, tampouco apresentam eletricidade, mas, que tomam partido diante das forças beligerantes , ah , lá isso tomam. No geral, a mídia está sempre do lado do poder. Não importa se é de direita ou de esquerda. A pessoa sentou na cadeira presidencial e, num repente, todos os meios já se domesticam.

    No caso do Brasil houve uma simbiose. Quando Luis Inácio elegeu-se presidente advogando a etiqueta de “homem da esquerda”, houve certo rumor e desconforto. Mas, seu primeiro ato como presidente foi ceder uma entrevista exclusiva para a maior rede do país, a Globo. Estava selada a paz. Depois, as verbas publicitárias foram generosamente distribuídas e tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes. Durante os oito anos em que governou Luis Inácio, a mídia se comportou direitinho.

    Na troca de governo para Dilma Roussef as coisas seguiram iguais. Durante a campanha pode-se sentir uma espécie de recaída, pois os poderosos têm hábitos alimentares que podem ser escondidos, mas nunca superados. E, os espectros do Serra e do PSDB acirraram as glândulas salivares das grandes redes. Mas, as urnas deram vitória à sucessora de Luis Inácio e os donos das palavras logo voltaram ao ponto anterior, de paparicação do rei, agora, no caso, rainha.

    Passado um semestre do governo da nova presidenta, seguimos vendo a mídia fazer seu papel “neutral”. Diante da crise de corrupção generalizada dentro do governo, lá estão os âncoras das grandes redes a louvar a capacidade de “faxina” de Dilma Roussef. A mulher não tem medo de assumir seu posto de mando e está conseguindo garantir a ética e a retidão no uso da coisa pública. Roubou, está fora. Não há mole para a corrupção. Olhando as reportagens a imagem de Dilma é a de uma Diana Caçadora, no caso, dos corruptos. Já vimos esse filme.

    Para os espectadores que consomem as notícias do Jornal Nacional, do Datena ou do jornal da Record, a impressão é de que este é o tema mais importante a ser tratado no país. A faxina nos transportes, a faxina nos ministérios, a força da presidenta em livrar a nação dos ladrões. Cada dia aprece um caso diferente de corrupção pequena, média ou grande. É a agenda. Mas, como bem lembra o professor de Economia da UFSC, Nildo Ouriques, a corrupção tem três níveis: o dos pequenos ladrões, o das privatizações e o do sistema financeiro. “Dilma está atacando apenas o primeiro nível, o que é importante. Mas precisamos fazer uma devassa no processo das privatizações, no qual a Vale do Rio Doce, por exemplo, no mesmo ano em que foi vendida por três bilhões, teve um lucro de cinco bilhões. E ainda tem o sistema financeiro, com lucros exorbitantes. Isso precisa também ser investigado e sanado”.

    O outro lado da moeda

    Enquanto louva-se a “limpeza” presidencial na região norte do país, todo o dia morre alguém, lutando contra a avançada dos latifundiários sobre as terras indígenas. Lutam os ribeirinhos e povos originários contra a gigante barragem que vai destruir a vida de quase todo o Xingu. Uma barragem que já se mostrou desnecessária diante das novas tecnologias energéticas, mas que segue a passos largos atendendo aos interesses das grandes empreiteiras e das multinacionais.

    Nos supermercados os preços disparam e os salários das gentes empobrecidas já não são suficientes para uma vida digna. A inflação avança. Imagine quem não tem salário e vive de bico. Nisso, o programa do Gugu é pródigo, mostrando a desgraça da vida dos imigrantes nordestinos em São Paulo, que rezam a deus para que o apresentador sorteie sua carta e eles possam voltar para casa. É, a mídia também tem suas contradições, como diria o grande Adelmo Genro.

    Entre os trabalhadores a situação é mais grave. Com o movimento social e os sindicatos praticamente destruídos durante o governo de Luis Inácio, domesticados pela cooptação, pela “mesa de negociação permanente”, pelos cargos e pela divisão, o governo avança no aniquilamento dos direitos trabalhistas, sem que haja grandes protestos.

    No ano passado, durante a greve dos trabalhadores da Justiça Federal, Luis Inácio apelou para o Supremo Tribunal de Justiça, pedindo ilegalidade da greve, criminalizando a Federação dos Trabalhadores, a Fenajufe. A ação governamental foi um golpe tremendo no direito à greve, e acabou desestruturando o movimento, uma vez que o STJ deferiu uma liminar exigindo que 60% voltassem ao trabalho sob pena de multa, até que fosse julgado o mérito. Em 2011 saiu o acórdão que julgou a questão dizendo que o STJ não tinha condições de julgar contra a Fenajufe, porque o âmbito da greve deveria ser restrito às bases dos sindicatos e não à Federação, que seria apenas uma subsidiária.

    Agora, durante a greve dos trabalhadores das Universidades Federais, a presidenta Dilma usa do mesmo expediente e manda a Advocacia Geral da União entrar na Justiça contra os trabalhadores técnicos-adminsitrativos em greve, também esperando pela decretação da ilegalidade do movimento. Já escolados pelo caso da Fenajufe, a ação não é só contra a Fasubra (federação que representa os técnicos-administrativos), mas também contra cada sindicato local. Isso significa que a greve pode ser julgada nos mais diversos tribunais regionais. Enquanto isso, o movimento paredista segue caminhando para mais de 60 dias, sem que o governo aceite estabelecer uma mesa de negociação real. É a mais alta expressão do autoritarismo.

    Enfim, toda a austeridade e retidão que a mídia tem incensado à exaustão não colocam em xeque, por exemplo, a distribuição de dinheiro público para as obras que envolvem a Copa do Mundo de 2014. Os estádios gigantes que serão construídos com dinheiro do povo servirão para quem? Serão colocados à disposição das gentes brasileiras para a prática de esportes ou servirão para engordar a conta de cartolas do mesmo naipe de Ricardo Teixeira? Alguém tem alguma dúvida quanto às respostas?

    A corrupção é uma praga difícil de estancar, e justamente por isso não deveria ficar só no primeiro nível, como aponta Ouriques. Uma verdadeira limpeza precisa chegar também às multinacionais, às grandes empresas prestadoras de serviço ao Estado, aos crimes de lesa pátria cometidos durante as privatizações e aos embusteiros cotidianos que conformam o sistema financeiro nacional. Sem isso, é insuficiente. E, no caso da mídia, o mais interessante seria que praticasse o verdadeiro jornalismo em vez de ficar posando de vestal pudica e neutral.

    Postado por Elaine Tavares às 06:28 …………………………………………………….O MOVIMENTO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO CATARINENSE CONTINUA FIRME E FORTE, BATENDO SEM TRÉGUA NA LINHA DE CINTURA DA CORJA (e que cintura!COS DE BARRIL!)…………..É ESTADO DE GREEEEEEEEEEEEEEEEEVEEE!!!…Abraço UBUNTU

  5. …”ACORDA POVO CATARINENSE!”…………..AUDITORIA FEDERAL JÁ!!! ……………………………………………… el flores diz:
    10 de agosto de 2011

    Haverá alguém que acredite em “comissão”? Será muito ceticismo de minha parte? O governo trazendo parceria de São Paulo para compor a tal comissão? É a tal “meritocracia ” que vem por aí, goela abaixo, aliás como tudo nesse governo fora da lei? O próprio governo de São Paulo reconheceu publicamente no jornal “O Globo” o fracasso dessa forma de avaliação e remuneração. Seria bom questionarmos o porquê do mérito somente na área da educação. E nas outras atividades, não precisa? Que tal avaliarmos os políticos e suas politicalhas também por mérito e colocarmos uma placa gigantesca em frente à Assembleia Legislativa com os escândalos, a corrupção, a falta de ética, a roubalheira, o cinismo, as gordas vantagens, as diárias exorbitantes, a aprovação descarada de altíssimos percentuais em seus salários, a troca de partido depois de eleitos num total descaso com o eleitor que os elegeu, as promessas de campanha não cumpridas…fala sério, vai faltar lugar na tal placa para registrar tanto descalabro. Remunerar professor por mérito de desempenho na aprendizagem dos alunos é colocar nas “nossas costas” mais um fardo pesadíssimo e solitário. É desconhecer que a aprendizagem se dá dentro de um contexto: diretores competentes (fora com as indicações políticas e todos os apadrinhados aninhados dentro das escolas), corpo pedagógico competente, professores qualificados e bem pagos, estrutura física das escolas adequada, material didático à vontade e de qualidade…e a família por trás de tudo. Cadê a família? Colocar placa de IDEB na frente da escola, sem antes mexer nas mazelas da educação é como começar a casa pelo telhado. E a base? Ah! A base que se dane. Se o mérito não funcionar O governo dirá “a culpa é dele, um tal de “professor”. E completará:”São uns imcompentes, a salvação de nossas criancinhas é a…PRIVATIZAÇÃO. É muita COVARDIA!!!!
    …O MOVIMENTO DO MAGISTÉRIO PÙBLICO CATARINENSE CONTINUAAA FIRME, FORTE E COESO!!!…….É ESTADO DE GREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEVEEE!!!……………………………GALERA, UNIDOS SOMOS FORTES!!!………………..UBUNTU

  6. …AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA JÁ!!!…………………Paralisação nacional vai cobrar cumprimento do Piso Nacional do Magistério PÚBLICO!!!

    Em reunião do Conselho Nacional de Entidades da CNTE, ocorrida na última sexta-feira (16), foi decidida a realização de uma Greve Nacional na primeira quinzena de MARÇO DE 2012, para exigir o cumprimento da “LEI Nacional do Piso do Magistério PÚBLICO”, além do investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação DO POVO BRASILEIRO, NA FORMAÇÃO DE UMA NAÇÃO DE TODOS BRASILEIROS E BRASILEIRAS… …….Assista ao vídeo. (CNTE)…….
    .”MMPC”Movimento do Magistério Público Catarinense. …NA LUTA CONTRA A cORJA cORRUPTA/cORRUPTORA!!!

  7. …AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA JÁ!!!……………………………. diz:Eli Sant…………….”Colombo viaja para os Estados Unidos com um único objetivo , a reforma administrativa, lá ele se encontrará com seu colega Ubiratam Rezende, que infelizmente na formação da atual máquina administrativa deixou muito a desejar, na minha opinião a primeira pessoa que ele deveria se livrar do atual quadro administrativo é felipe MellÔ, filho do deputado jorginha MellÔ e sua ex esposa elizete MellÔ, odiada pelos professores por sua conduta nada ética a frenta da secretaria da educação, onde ocupa o cargo de Diretora de Gestão de Pessoal desde o governo de Luiz Henrique da Silveira e que é um cargo comissionado na secretaria da Educação e nunca fez nenhum concurso na vida, está apenas nesse cargo porque é ex mulher de Jorginho Mello. O nepotismo escancarado em Santa Catarina. Portanto limpar a casa dessas pessoas que já vem a anos cometendo erros em cima de erros fará com que Colombo possa começar a acertar, afinal a esperança é a última que morre. Colombo tem que abrir os olhos e saber que essa composição desse novo colegiado tem que ter a marca dele, porque senão ele estará cavando a própria sepultura politicamente falando. E outra coisa que tem que ser dita, Moreira vai aproveitar esses 10 dias para fazer alianças pelo Estado para as eleições municipais que não passa de um trampolim para as eleiçoes estaduais, que dessa vez ele não vai deixar ser passado para trás. Falando em bom português, Colombo atualmete dorme com diversos inimigos políticos e só ele poderá mudar esse panorama caótico. Vomos ver se Colombo tem ou não mesmo força política ou não passa de um fantoche dos seus aliados políticos”.
    .AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA JÁ!!!………………..”MMPC” NA RESISTÊNCIA/NA LUTA!!!

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